
Mais uma vez, Martita lembra-se de estender roupa de manhã.
Sai de casa com o cesto das molas, deixando a porta entreaberta para ir buscar o alguidar da roupa.
Já com tudo, fecha a porta.
Quando volta a casa, para ir tirar o resto da roupa da máquina, para estender, percebe que não tem chave!
Por sorte, a janela da entrada estava entreaberta.
Entre ir em pijama a casa do pai buscar uma chave, ou saltar a janela, Martita arriscou a segunda hipótese.
Martita, a equilibrista:
Como a janela ainda fica alta, Martita precisava de um apoio.
Então, pegou nuns baldes, e virou-os ao contrário, para servir de banco.
O problema, é que eles nao ficavam direitos e, então, Martita teve que fazer uma espécie de equilibrismo, mas não se matar.
Martita, a alpinista:
Em cima dos baldes e já posicionada, Martita lá faz força e consegue subir e sentar-se na janela.
Mais uma etapa ultrapassada.
Martita, a contorcionista:
Agora, só teria que ver como passar para o lado de dentro.
É certo que Martita é magra, mas aquela abertura da janela também é estreita, e não dava para grandes movimentos ou voltas.
Martita, a ginasta:
E, assim, Martita teve que entrar de costas, pôr um dos joelhos numa das cadeiras que tinha do lado de dentro, e só depois fazer entrar a outra perna, tentando não espatifar nenhuma delas.
Do lado de dentro, Becas no poleiro ao lado da janela, e Amora no chão, assistiam a este verdadeiro número de circo improvisado, pensando, talvez, que Martita tinha virado macaca Marta, em vez de palhaça Martita!







