Domingo, de madrugada:
Toca o despertador do marido de Martita, às 05.50h para ir trabalhar.
Martita acorda, mas deixa-se ficar na cama, afinal, pode dormir até mais tarde.
O marido de Martita encontra algo estranho no chão.
Há água no chão do corredor.
E no da casa de banho.
E no da cozinha.
Ele pega no balde e na esfregona, e começa a limpar.
Martita levanta-se também e pega na outra esfregona, para ajudar.
Há água no chão do quarto da filha também.
O que é que se passou ali?
Uma torneira maluca, que deve ter ficado mal fechada e, por azar, a correr para o chão, durante horas.
Por mais que limpassem, a água parecia não desaparecer.
Foi uma sorte não ter chegado a nenhuma tomada. Foi uma sorte não ter feito mais estragos que umas caixas de cartão ensopadas.
O marido de Martita teve que ir trabalhar.
Martita ficou a completar o serviço, com uma esfregona em cada mão, e com as mãos vermelhas de tanto as torcer no balde.
Uma hora depois, e já sem vestígios do lago inicial, Martita pode finalmente voltar a deitar-se, com as mãos feitas num farrapo, mas o chão mais lavadinho!
Uma aflição, certamente!
ResponderEliminarNão foi a melhor forma de começar o dia. Mas pelo menos, depois de passada a esfregona umas quinhentas vezes, enxugou num instante.
ResponderEliminarJá houve dias em que o chão aparecia molhado na casa toda, sem explicação, Como se fosse resultado de um qualquer efeito de estufa, que fizesse o chão suar!