quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Martita, e o carrinho de compras desaparecido

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Martita vai às compras.


Pega num carrinho e leva para dentro do supermrcado, porque agora não há cestos.


Para não andar a passeá-lo, deixa-o num corredor, enquanto vai aviando as compras.


 


Quando volta com as compras, olha para o sítio onde tinha deixado o carrinho, e nada.


Lá o avista uns metros à frente.


Deve ter sido alguém que o desviou.


 


Aproximando-se do carrinho vê, com grande surpresa, um homem começar a empurrá-lo e levá-lo como se fosse seu.


Até que Martita, com metade das compras na mão, e a outra metade no carrinho, a fugir-lhe, lá diz ao dito senhor:


"Olhe, desculpe mas está a levar o meu carrinho!" 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Martita, e o esparguete que virou centopeia!

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Martita estava calmamente a varrer a areia que as bichanas tinham espalhado.


Desvia o porta guarda-chuvas, que está ao lado, e salta de lá uma aranha disparada, como se estivesse a fazer sprint para a meta.


Depois do grito habitual, e de um salto, de susto, um pé em cima resolveu a questão. 


 


Às tantas, vê uma coisa comprida, fininha, clarinha, e pensa "deve ser esparguete que caiu, e as gatas trouxeram para aqui".


E, assim, descansadinha da vida, lá vai Martita varrer o dito "esparguete" só que, quando lhe toca com a vassoura, ele mexe, e começa a encolher-se.


Mais um susto. Mais um grito. Mais um salto!


Que raio de coisa era aquela?


 


Dizia o marido de Martita, do outro lado: "traz cá, para eu ver".


E respondia ela "És louco! Achas que vou pegar nisto e andar a passear pela casa?!"


Entretanto, filmado o bicho, e atirado (sim, desta vez não matei, embora me tenha arrependido) para a rua a uns metros de distância de casa, fomos investigar que espécie era aquela.


 


E depois de uns quantos palpites, de que seria uma minhoca da terra, veio a informação de que era mesmo uma centopeia.


Nem quero imaginar se, em pequena, já estava assim, como não ficaria quando crescesse.


E se aquela coisa ainda estivesse lá em casa, depois de adulta?


Credo... Até me arrepio, só de pensar...


 


O vídeo:


https://www.facebook.com/100034530708112/videos/406382833856070/


 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Martita e o lençol que zumbe

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Martita dobrava a roupa que tinha vindo do estendal.


Pega numa peça. Pega noutra.


Ouve um zumbido.


 


Vinha da roupa.


Mas não se via.


O zumbido parou.


 


Mas logo voltou a ouvir-se.


Surgia quando se mexia o lençol.


Deveria estar no meio dele.


 


Martita sacode o lençol.


Vira-o para um lado. Vira-o para o outro. E nada.


Repete o processo. E outra vez.


Até que, por fim, vê o bicho e, cheia de medo, atira com o lençol para cima da mesinha da sala!


 


Já com mais calma, estuda as opções.


Numa situação habitual, o chinelo seria a arma escolhida mas, matar o bicho, implicava sujar o lençol e ter que lavá-lo novamente.


E, como é óbvio, não iria pegar nele com a mão, nem sacudi-lo.


 


Foi, então, buscar uma toalhita, com a qual pegou no insecto e na qual o embrulhou.


Com o coração aos saltos, o bicho a zumbir e a sensação de formigueiro na mão, do dito cujo a mexer-se no meio da toalhita, Martita conseguiu chegar à rua sem ter um ataque.


E foi na rua que soltou toalhita e insecto, entrando em casa logo em seguida, não fosse ele querer voltar!

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Martita na rua e totalmente ignorada!

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Martita vem da rua e tira a chave da porta, para não ficar do lado de fora, como no dia anterior.


Entretanto, Martita tem que voltar à rua mas, quando sai e fecha a porta, lembra-se de que a chave está do lado de dentro.


 


Ups...


E agora?


Mas não há-de haver problema. A filha de Martita está em casa.


Na cozinha. Pelo que pode abrir a porta.


 


Pois.


Podia.


Se não tivesse os fones nos ouvidos, e ouvisse bater à porta, e à janela, e chamar o seu nome.


Se não estivesse de costas para ambas, porta e janela, e visse Martita abanar os braços e fazer caretas.


As gatas, essas estavam as duas a olhar para Martita, mas ainda não sabem abrir a porta.


 


E assim esteve Martita, durante alguns minutos, na rua e totalmente ignorada, enquanto a sua filha cantava e dançava, a enxugar a loiça, distraída. 


Até um grito mais alto a fazer virar!


 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Martita apanhada em flagrante delito!

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Hoje de manhã, depois de Martita matar um escaravelho que encontrou no quarto.


 


Filha: Porque é que mataste o bicho?


Martita: Ele ia atacar-me! Foi em legítima defesa!


Filha: Mãe, o bicho estava parado e quieto!


 

segunda-feira, 2 de março de 2020

Martita e o touchpad que não funcionava

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Por norma, é a minha de Martita que utiliza o pc lá em casa, seja para trabalhos da escola, seja para a brincadeira.


Mas, volta e meia, lá vai Martita fazer alguma coisa. Habituada que está ao touchpad, dispensa bem o rato que a filha insiste em utilizar.


 


Ontem, Martita foi ao pc e o touchpad não funcionava.


Lá teve que ligar o rato. 


Volta e meia, esquecia-se que tinha de o utilizar.


 


Pediu ao marido para ver se conseguia descobrir o que se passava.


Deram cinquenta mil voltas, e nada.


Verificaram controladores, actualizaram, e nada.


Reiniciaram o computador, e nada.


 


"Ah e tal, se calhar é algum vírus".


"Ah e tal, foi alguma coisa que se instalou para aqui, e bloqueou o touchpad".


 


Martita tenta, mais uma vez, pesquisar a resolução do problema.


E eis que a solução era tão simples!


Bastava carregar na tecla que desbloqueava o touchpad 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Martita e o (bicho papão) smartphone

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Martita pega no telemóvel e tenta ligar à filha.


Aparece uma mensagem a dizer que, primeiro, tem que desactivar o "modo avião".


"Modo avião"? Mas por que raio está o telemóvel em modo avião, se Martita não activou nada?


Lá andou à pesca e conseguiu desactivar.


 


Quando chega a casa, ainda ao telemóvel com o marido, nota uma luz forte no vidro da porta, que vai mudando conforme Martita muda de posição. Ao que parece, a lanterna do telemóvel estava ligada!


Mas como é que Martita, a falar ao telemóvel, conseguiu ligar a lanterna?


 


No dia seguinte, Martita nota algo diferente no telemóvel. 


Não está a aparecer a indicação da temperatura.


"Como é que isto saiu daqui, se não mexi em nada?", pergunta à filha. "E como faço para voltar a pôr?".


Tinha a localização desactivada!


 


E pronto, com a activação, lá voltou a temperatura de estimação do smartphone que, seja noite ou dia, esteja frio ou calor, indica sempre que estão 11º graus, mesmo quando o Google, no mesmo telemóvel, discorda.


 


Modernices 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Martita e o ovni!

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Martita senta-se no sofá, ao início da noite, ainda com a persiana da janela para cima, e vê uma luz estranha.


Não é de nenhuma casa. Não é de um carro.


 


É uma luz intermitente, em forma de cruz, vertical.


Parece estar no céu.


Mas não é nenhum relâmpago.


 


Levanta-se e vai ver à janela.


A luz continua piscar, sem saber bem de onde vem.


Não é de nenhum evento no Convento de Mafra, até porque os ratos, a estarem em festa, é lá dentro dos esgotos, bem abrigados.


 


Chama a filha para esta ver a luz.


Também não sabe o que é.


 


E Martita, já a imaginar-se protagonista de um qualquer filme de ficção científica, alvitra: “É um ovni!”.


A filha de Martita vai, então, à rua, e começa a gravar a luz estranha, para a posteridade.


 


Dois segundos depois: “Mãe, afinal é só o candeeiro da rua!”.


E pronto, lá foi Martita à rua, comprovar que os ovnis ainda não invadiram Mafra e que era, de facto, apenas o candeeiro a atrofiar, ou a gozar com a sua cara.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Martita encasacada!

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Filha: Essa camisola é nova?


Martita: Não. Já a tenho há mil anos!


Filha: Nunca te vi com ela.


Martita: Mas olha que já a vesti várias vezes. Se calhar não reparaste porque, normalmente, visto o casaco por cima.


Filha: Pois, deve ser isso. Realmente, as roupas com que mais te vejo são os cinquenta mil casacos que vestes para sair à rua!

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Martita, e os 90 fósforos inutilizados!

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Houve um motivo para Martita ter escolhido, há cerca de 17 anos, o fogão que comprou lá para casa, com isqueiro eléctrico: Martita não se dá bem com os fósforos! Nem eles com ela!


 


Domingo à noite


Marido e filha na cama. Martita na sala.


Quando vai à cozinha, ouve algo estranho.


Ora querem ver que o fogão, mesmo desligado, também frita?!


O que estava mesmo a “fritar”, era a extensão onde o fogão e o frigorífico estavam ligados.


Martita desliga o quadro. Pega na lanterna, e desliga a ficha do fogão. Volta a ligar o quadro. Já não se ouve nada. Menos mal.


 


Segunda à noite


Martita experimenta a nova extensão que comprou. Liga o frigorífico, na boa.


Quando vai ligar o fogão, começa a fazer faísca. Larga logo tudo para o chão, com o susto.


Desliga o quadro. Liga a ficha. Volta a ligar o quadro. Começa a fritar. Desliga o quadro.


Conclusão: o problema é mesmo do fogão que, assim, não se pode ligar à electricidade.


E agora? Como é que Martita vai cozinhar?


 


Terça de manhã


Munida de um pack, por estrear, de caixas de fósforos, que por ali estavam há anos, sem lhes dar uso, Martita tenta acender o lume.


Risca um atrás do outro. Mal acendem, logo se apagam. Não dá tempo para nada.


Saltam fagulhas para o chão, outras ficam coladas à caixa, outra saltou para a mão. Até o roupão ficou chamuscado!


Mas lume aceso, nada.


E lá passou Martita para a segunda caixa, depois de ter esgotado a primeira, sem sucesso.


Está cientificamente provado: Martita e fósforos não combinam! Para além da pouca habilidade para acendê-los, e do medo de se queimar, estes também não quiseram colaborar.


Assim, restou a Martita dar um saltinho até à casa dos pais, para lhes pedir o isqueiro de cozinha emprestado.


E, voilá, depois de várias tentativas, porque nem o isqueiro queria funcionar, lá se fez luz, e lume. No fogão, claro!


 


Agora, resta arranjar isqueiros provisórios lá para casa, enquanto não houver dinheiro para um fogão novo.


 


 


 


 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Martita e o invasor felino

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Estava Martita a sair de casa, para ir trabalhar, quando lhe aparece o gato do vizinho à porta.


Esperto, armado em Cristiano Ronaldo, consegue fintar Martita, e entrar em casa.


Enquanto Martita fecha a porta, para não entrar mais nenhum (aquela entrada é muito concorrida), e pousa a mala, já o gato se tinha enfiado debaixo da primeira cama que encontrou.


 


E então, foi ver Martita, de rabo para o ar, a espreitar para debaixo da cama, a chamar o gato e a tirar as caixas que lá tinha debaixo para lhe facilitar a saída (como se ele quisesse mesmo sair)!


Como o gato nem se mexeu, Martita tentou usar o truque da ração. Quando está a meio caminho, vê o gato debaixo da secretária, e volta para trás.


Ele escapa, e foge para o corredor. 


Aí, encontra uma das felinas da casa, que lhe faz frente. Não sei quem é que ficou mais assustado: se ela, se ele.


 


Mas foi o suficiente para o gato seguir para a entrada, onde se enfiou, debaixo das cadeiras.


Já a suar e desesperada, Martita arrisca abrir a porta da rua, e lá o dito cujo saiu disparado em direcção à rua.


Enquanto Martita se descabelava para expulsar o intruso, e uma das felinas quase tinha um ataque, a outra limitou-se a observar a cena, de camarote!

Martita e o espelho!

  Martita está no seu quarto, e começa a rir. Filha: Estás a rir-te de quê? Martita: Apeteceu-me! Filha: Ris-te de nada, só porque te a...