quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Martita e o ovni!

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Martita senta-se no sofá, ao início da noite, ainda com a persiana da janela para cima, e vê uma luz estranha.


Não é de nenhuma casa. Não é de um carro.


 


É uma luz intermitente, em forma de cruz, vertical.


Parece estar no céu.


Mas não é nenhum relâmpago.


 


Levanta-se e vai ver à janela.


A luz continua piscar, sem saber bem de onde vem.


Não é de nenhum evento no Convento de Mafra, até porque os ratos, a estarem em festa, é lá dentro dos esgotos, bem abrigados.


 


Chama a filha para esta ver a luz.


Também não sabe o que é.


 


E Martita, já a imaginar-se protagonista de um qualquer filme de ficção científica, alvitra: “É um ovni!”.


A filha de Martita vai, então, à rua, e começa a gravar a luz estranha, para a posteridade.


 


Dois segundos depois: “Mãe, afinal é só o candeeiro da rua!”.


E pronto, lá foi Martita à rua, comprovar que os ovnis ainda não invadiram Mafra e que era, de facto, apenas o candeeiro a atrofiar, ou a gozar com a sua cara.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Martita encasacada!

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Filha: Essa camisola é nova?


Martita: Não. Já a tenho há mil anos!


Filha: Nunca te vi com ela.


Martita: Mas olha que já a vesti várias vezes. Se calhar não reparaste porque, normalmente, visto o casaco por cima.


Filha: Pois, deve ser isso. Realmente, as roupas com que mais te vejo são os cinquenta mil casacos que vestes para sair à rua!

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Martita, e os 90 fósforos inutilizados!

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Houve um motivo para Martita ter escolhido, há cerca de 17 anos, o fogão que comprou lá para casa, com isqueiro eléctrico: Martita não se dá bem com os fósforos! Nem eles com ela!


 


Domingo à noite


Marido e filha na cama. Martita na sala.


Quando vai à cozinha, ouve algo estranho.


Ora querem ver que o fogão, mesmo desligado, também frita?!


O que estava mesmo a “fritar”, era a extensão onde o fogão e o frigorífico estavam ligados.


Martita desliga o quadro. Pega na lanterna, e desliga a ficha do fogão. Volta a ligar o quadro. Já não se ouve nada. Menos mal.


 


Segunda à noite


Martita experimenta a nova extensão que comprou. Liga o frigorífico, na boa.


Quando vai ligar o fogão, começa a fazer faísca. Larga logo tudo para o chão, com o susto.


Desliga o quadro. Liga a ficha. Volta a ligar o quadro. Começa a fritar. Desliga o quadro.


Conclusão: o problema é mesmo do fogão que, assim, não se pode ligar à electricidade.


E agora? Como é que Martita vai cozinhar?


 


Terça de manhã


Munida de um pack, por estrear, de caixas de fósforos, que por ali estavam há anos, sem lhes dar uso, Martita tenta acender o lume.


Risca um atrás do outro. Mal acendem, logo se apagam. Não dá tempo para nada.


Saltam fagulhas para o chão, outras ficam coladas à caixa, outra saltou para a mão. Até o roupão ficou chamuscado!


Mas lume aceso, nada.


E lá passou Martita para a segunda caixa, depois de ter esgotado a primeira, sem sucesso.


Está cientificamente provado: Martita e fósforos não combinam! Para além da pouca habilidade para acendê-los, e do medo de se queimar, estes também não quiseram colaborar.


Assim, restou a Martita dar um saltinho até à casa dos pais, para lhes pedir o isqueiro de cozinha emprestado.


E, voilá, depois de várias tentativas, porque nem o isqueiro queria funcionar, lá se fez luz, e lume. No fogão, claro!


 


Agora, resta arranjar isqueiros provisórios lá para casa, enquanto não houver dinheiro para um fogão novo.


 


 


 


 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Martita e o invasor felino

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Estava Martita a sair de casa, para ir trabalhar, quando lhe aparece o gato do vizinho à porta.


Esperto, armado em Cristiano Ronaldo, consegue fintar Martita, e entrar em casa.


Enquanto Martita fecha a porta, para não entrar mais nenhum (aquela entrada é muito concorrida), e pousa a mala, já o gato se tinha enfiado debaixo da primeira cama que encontrou.


 


E então, foi ver Martita, de rabo para o ar, a espreitar para debaixo da cama, a chamar o gato e a tirar as caixas que lá tinha debaixo para lhe facilitar a saída (como se ele quisesse mesmo sair)!


Como o gato nem se mexeu, Martita tentou usar o truque da ração. Quando está a meio caminho, vê o gato debaixo da secretária, e volta para trás.


Ele escapa, e foge para o corredor. 


Aí, encontra uma das felinas da casa, que lhe faz frente. Não sei quem é que ficou mais assustado: se ela, se ele.


 


Mas foi o suficiente para o gato seguir para a entrada, onde se enfiou, debaixo das cadeiras.


Já a suar e desesperada, Martita arrisca abrir a porta da rua, e lá o dito cujo saiu disparado em direcção à rua.


Enquanto Martita se descabelava para expulsar o intruso, e uma das felinas quase tinha um ataque, a outra limitou-se a observar a cena, de camarote!

Martita e o espelho!

  Martita está no seu quarto, e começa a rir. Filha: Estás a rir-te de quê? Martita: Apeteceu-me! Filha: Ris-te de nada, só porque te a...