
Martita dobrava a roupa que tinha vindo do estendal.
Pega numa peça. Pega noutra.
Ouve um zumbido.
Vinha da roupa.
Mas não se via.
O zumbido parou.
Mas logo voltou a ouvir-se.
Surgia quando se mexia o lençol.
Deveria estar no meio dele.
Martita sacode o lençol.
Vira-o para um lado. Vira-o para o outro. E nada.
Repete o processo. E outra vez.
Até que, por fim, vê o bicho e, cheia de medo, atira com o lençol para cima da mesinha da sala!
Já com mais calma, estuda as opções.
Numa situação habitual, o chinelo seria a arma escolhida mas, matar o bicho, implicava sujar o lençol e ter que lavá-lo novamente.
E, como é óbvio, não iria pegar nele com a mão, nem sacudi-lo.
Foi, então, buscar uma toalhita, com a qual pegou no insecto e na qual o embrulhou.
Com o coração aos saltos, o bicho a zumbir e a sensação de formigueiro na mão, do dito cujo a mexer-se no meio da toalhita, Martita conseguiu chegar à rua sem ter um ataque.
E foi na rua que soltou toalhita e insecto, entrando em casa logo em seguida, não fosse ele querer voltar!
muito bom, adorei ler minha querida amiga! Muitos beijinhos, uma boa semana
ResponderEliminarGostei bastante!
ResponderEliminarMas uma dúvida: o chinelo a martita teria já ali à mão de semear ou iria buscar?
Como qualquer mulher deduzo que estaria com um par deles nos pés, mas gostava de saber o que idealizaste :)
Parabéns pela escrita:)
Ana Paiva
Estava com ele no pé
ResponderEliminarEra muito mais prático. E não havia hipótese de fuga!
Assim, tive que correr o risco, naqueles segundos em que o deixei sem vigilância
Obrigada! Para ti também
ResponderEliminarAhaahaha....que burra que sou, só agora percebi que eras tu a personagem da história:)
ResponderEliminarEras tu então que tinhas o chinelo ali mesmo à mão :)
Mas tiveste sorte de quando voltaste o inseto ainda lá estar. E ele também teve sorte porque se os lençóis ainda fossem para lavar...levava com o teu chinelo ahahhah
"Prático e sem hipótese de fuga"...faz-me lembrar a estratégia que a minha mãe usava no meu irmão
ResponderEliminarEm mim não que era uma santa