segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Martita e o lençol que zumbe

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Martita dobrava a roupa que tinha vindo do estendal.


Pega numa peça. Pega noutra.


Ouve um zumbido.


 


Vinha da roupa.


Mas não se via.


O zumbido parou.


 


Mas logo voltou a ouvir-se.


Surgia quando se mexia o lençol.


Deveria estar no meio dele.


 


Martita sacode o lençol.


Vira-o para um lado. Vira-o para o outro. E nada.


Repete o processo. E outra vez.


Até que, por fim, vê o bicho e, cheia de medo, atira com o lençol para cima da mesinha da sala!


 


Já com mais calma, estuda as opções.


Numa situação habitual, o chinelo seria a arma escolhida mas, matar o bicho, implicava sujar o lençol e ter que lavá-lo novamente.


E, como é óbvio, não iria pegar nele com a mão, nem sacudi-lo.


 


Foi, então, buscar uma toalhita, com a qual pegou no insecto e na qual o embrulhou.


Com o coração aos saltos, o bicho a zumbir e a sensação de formigueiro na mão, do dito cujo a mexer-se no meio da toalhita, Martita conseguiu chegar à rua sem ter um ataque.


E foi na rua que soltou toalhita e insecto, entrando em casa logo em seguida, não fosse ele querer voltar!

6 comentários:

  1. muito bom, adorei ler minha querida amiga! Muitos beijinhos, uma boa semana

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  2. Gostei bastante!
    Mas uma dúvida: o chinelo a martita teria já ali à mão de semear ou iria buscar?
    Como qualquer mulher deduzo que estaria com um par deles nos pés, mas gostava de saber o que idealizaste :)

    Parabéns pela escrita:)

    Ana Paiva

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  3. Estava com ele no pé
    Era muito mais prático. E não havia hipótese de fuga!
    Assim, tive que correr o risco, naqueles segundos em que o deixei sem vigilância

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  4. Ahaahaha....que burra que sou, só agora percebi que eras tu a personagem da história:)
    Eras tu então que tinhas o chinelo ali mesmo à mão :)
    Mas tiveste sorte de quando voltaste o inseto ainda lá estar. E ele também teve sorte porque se os lençóis ainda fossem para lavar...levava com o teu chinelo ahahhah

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  5. "Prático e sem hipótese de fuga"...faz-me lembrar a estratégia que a minha mãe usava no meu irmão
    Em mim não que era uma santa

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